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Novas verdades sobre a nossa existência II

Cambises Bistricky

Que “novas verdades” passaram a fazer parte das suas reflexões, desde que passamos a viver sobre os impactos da pandemia? Tenho lido e pensado bastante sobre esse tema. E listei oito pontos que, para mim, serão fundamentais como aprendizados para o mundo que iremos construir a partir de agora:

 

  1. Os Estados Unidos não são mais o líder mundial.
  2. As guerras não são mais entre nações, mas entre a humanidade e suas ameaças e, talvez, a China tenha vencido a Terceira Guerra Mundial sem disparar um míssil e ninguém perceber.
  3. A prevenção salva mais vidas do que agir no último momento.
  4. Os profissionais de saúde valem mais que um jogador de futebol.
  5. As crianças ocupam um lugar privilegiado na natureza.
  6. O petróleo não vale nada em uma sociedade sem consumo.
  7. A morte não distingue raça, cor ou status social.
  8. A mídia social nos aproxima, mas é também um meio para se criar pânico.

 

Abordei os quatro primeiros pontos em artigo publicado recentemente, que pode ser conferido no link abaixo:

 

https://projetocooperacao.com.br/blog/novasverdades/

 

Agora, vou tratar dos demais, que continuam reverberando em mim, nas minhas crenças e expectativas:

 

  1. As crianças ocupam um lugar privilegiado na natureza.

 

Que papel a sua criança interna tem ocupado em você, na sua natureza? No dia a dia, costumamos colocar a nossa “criança interna” – que é curiosa, criativa, corajosa, ousada e altamente bem humorada -, trancada num quartinho escuro, para ninguém ver que ela nos habita. Na verdade, quando a colocamos para brincar conosco e passamos a nos manifestar pela curiosidade, criatividade, coragem, ousadia e bom humor podemos transformar a nossa realidade em um campo de possibilidades e de potência. Esta criança interna nos faz acreditar que é possível seguir adiante e, mesmo quando tudo parece perdido, nos mostra algo inusitado e faz tudo se modificar.

 

  1. O petróleo não vale nada em uma sociedade sem consumo.

 

Existem muitas coisas em nossas vidas que não valem nada, mas, por algum apego do nosso ego, as mantemos sem força para abrir mão e mudar. Repare nos gestos simples, como limpar uma prateleira de bugigangas antigas. Há coisas que não servem mais e, mesmo assim, permanecem na prateleira, sem uso, sem necessidade. O espaço fica ocupado sem acolher novos objetos. Assim, fazemos com ideias e padrões que, de alguma maneira, não nos servem mais. Continuamos com elas, sem espaço para um novo modelo, sem força para mudar. Então, pense na prateleira e JOGUE fora antigos padrões e pensamentos que não valem mais nada no mundo no qual você vive hoje.

 

  1. A morte não distingue raça, cor ou status social.

 

Assim como a morte, eu posso não distinguir raça, cor ou status social e acreditar, apenas, que somos IGUAIS em nossas diferenças. E, a partir dessas diferenças, compor e cocriar de forma a deixar a cooperação e a colaboração serem parte de mim e das minhas ações, no dia a dia, com os que me cercam, seja em casa, no trabalho, na sociedade, na política, em todos os ambientes onde haja ações coletivas. Quanto tempo ainda vamos levar para lembrar que somos TODXS frutos da mesmo composição atômica? Que somos apenas um punhado de poeira estrelar que, por algum motivo, se uniu para dar ação a uma experiência biológica incrível, que não se encerra em mim nem no humano, mas em TODA a natureza do cosmos, unida por uma vontade e força maior? Diante de tudo isso nos cabe somente celebrar a diversidade e a possibilidade que temos em nossas diferenças tão PEQUENAS.

 

  1. A mídia social nos aproxima, mas é também um meio para se criar pânico.

 

A mídia social é uma ferramenta, operada e manipulada por NÓS, seres humanos. A partir desse pressuposto, valem várias reflexões. Entre elas, como estamos manipulando as nossas ferramentas internas, de forma a nos aproximar ou, ao contrário, criar pânico? De que forma estamos nos relacionando com o mundo, buscando aproximação ou pânico? Se ferramentas como as mídias sociais são operadas por nós, quais são os valores que temos como GRUPO e podem nos ajudar na escolha do melhor caminho? Quais são os valores que teremos daqui em diante para nos guiar e amparar?

 

Para mim, é simples, vamos criar acordos fortes e coletivos, vamos estabelecer de forma clara e precisa quais serão nossas ações, enquanto grupo, para tirar o MELHOR destas ferramentas e, desta maneira, aprender com isso.

 

Com estas “novas verdades” poderemos aprender e mudar muito. A escolha é nossa, só nossa, e não precisa ser uma escolha de TODA a raça humana. Assim, que tal começar nos pequenos círculos e, a partir deles, ampliar para o grande círculo que chamamos GAIA? Isso permitirá nos reconectarmos, enquanto NATUREZA, sem precisar de uma pandemia para retomar nossa humanidade e beleza, sem precisar abrir mão dos avanços técnicos e tecnológicos e, sim, integrando tudo isso em nossa natureza, espiritualidade e valor.

 

Cambises Bistricky, o Camba, é consultor do Projeto Cooperação, especialista em Pedagogia da Cooperação. Há 12 anos em organizações de vários setores, focando sempre em desenvolver culturas cooperativas e colaborativas.