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Cooperação: processo contínuo entre indivíduos e equipes!

Matriz de Soluções Cooperativas

Por Cambises Bistricky

Tornar equipes mais colaborativas envolve um processo contínuo, sistêmico e com etapas bem definidas. Assim, passo a passo, é possível que indivíduos e times avancem, desenvolvendo postura e atitudes cooperativas, de forma significativa, como cultura e prática do dia a dia.

 

Como metodologia de trabalho nas organizações, o Projeto Cooperação criou a “Matriz de Soluções Cooperativas”, um caminho para criar e desenvolver essa cultura, partindo do simples para o complexo – um dos princípios de processos cooperativos.

 

A Matriz é formada por 4 Etapas: Mobilização, Capacitação, Inspiração e Transformação.

Na primeira delas, o objetivo é MOBILIZAR os colaboradores sobre a importância da Cooperação, por meio de ações simples, mas de alto impacto nas pessoas, gerando uma visão do cooperar como um “modelo de relacionamento”, no qual cada um percebe a própria interdependência em relação ao outro.

 

Nesta etapa, é possível realizar atividades, de forma cocriada, como PalestrAções sobre a cultura da colaboração nas organizações, eventos e workshops cooperativos, oficinas de Colaboração Produtiva e, ainda, estratégias customizadas.

Matriz de Soluções CooperativasO conteúdo vivencial dessas atividades pode inspirar o grupo a desenvolver o espírito da cooperação – e querer mais! Em vários processos que já presenciei, ficou evidente como pessoas e equipes saem das atividades motivadas para praticar mais Colaboração e Cooperação no ambiente de trabalho. E isso cria oportunidades para o desenvolvimento de “Projetos Cooperativos” pela própria equipe, que passa a buscar novas metas e objetivos.

 

Estratégias Customizadas – Na segunda Etapa da “Matriz de Soluções Cooperativas”, o foco é CAPACITAR, ou seja, promover as APTIDÕES dos colaboradores, líderes e equipes. Cada estratégia é customizada e cocriada para atender a mercados e culturas distintos.

 

Trata-se de APRENDER, FAZENDO, por meio de Projetos Cooperativos desenvolvidos pelos times. Todos CRIAM e APLICAM novas maneiras de gerar mais cooperação na organização. Além disso, refletem sobre novas formas de LIDAR COM CONFLITOS, para transformá-los em oportunidades de crescimento e interação.

 

Ampliando o trabalho da Etapa anterior, os encontros são mais profundos e as PRÁTICAS, mais extensas, com RESULTADOS tanto na elaboração dos projetos quanto nas ATITUDES.

 

Depois, é hora de INSPIRAR. Por isso, JUNTOS, nos aventuramos na terceira Etapa a encontrar caminhos para a organização se tornar, realmente, um ambiente guiado pela Cooperação e Colaboração. O trabalho envolve, por exemplo, revisar PROCESSOS e trocar ideias sobre como ter uma atuação mais cooperativa em cada um deles.

 

Trata, também, de lidar como questionamentos como: É possível fomentar a colaboração ENTRE OS PARES, quando se oferece um prêmio ao melhor? Como criar ESTRATÉGIAS para atingir metas mais ousadas, colaborativamente em equipe, se o bônus é oferecido apenas para as melhores performances?

 

O potencial das parcerias – Além disso, atuamos com os STAKEHOLDERS da organização – fornecedores, parceiros, prestadores de serviços -, PARTE INTEGRANTE e ativa do processo colaborativo e, como tal, com enorme potencial para contribuir e se beneficiar das mudanças.

 

Partimos do seguinte pressuposto: De que vale a organização se desenvolver e crescer se os seus fornecedores estão “se matando” para conseguir acompanhar o ritmo de crescimento e amadurecimento do negócio? De que adianta a organização ganhar sozinha? Que tal ganhar todos JUNTOS?

 

A partir de encontros, workshops e projetos desenvolvidos em equipes e áreas, os processos são revistos de forma COLETIVA e cooperativa, com a participação de todos e todas que fazem parte desse ECOSSISTEMA VIVO chamado organização.

 

É muito gratificante acompanhar os resultados dessa Etapa, como medidas para tornar as equipes mais eficientes e engajadas nos resultados comuns. E, também, a criação de Relacionamentos Cooperativos com Stakeholders. Não é fácil, não é rápido, mas é PARA SEMPRE! Uma vez iniciado, o processo não tem volta!

 

Cada vez, tenho mais certeza de que, quando vislumbramos um futuro mais compartilhado e feliz, passamos por transformações que nos tornam mais íntegros e sustentáveis. Além disso, estabelecemos laços de amizade e comprometimento poderosos, que reverberam no ambiente tornando a participação na organização um ato de comprometimento e (por que não?) de amor.

 

Pode parecer poético, mas a vida é pura poesia, assim como a nossa passagem pela vida das pessoas e das organizações. Trabalhamos pelo menos oito horas do dia, não é mesmo? Então, o que é preciso para esse período ser um ato de prazer?

 

Depois de Mobilizar, Capacitar e Inspirar, é hora de Transformar a organização, verdadeiramente, em um modelo colaborativo! Para isso, uma organização precisa ser reconhecida como tal, ampliando o olhar sobre a sustentabilidade do negócio.

 

Novos indicadores – Não basta ter um EBITDA, indicando a rentabilidade, nem bater metas de crescimento. É necessário levantar indicadores como “felicidade dos colaboradores”, “respeito pelo meio ambiente”, “relacionamento com a sociedade”, além da coerência e do alinhamento com o propósito. Ao honrar esses temas, a organização poderá ser reconhecida como uma “Comunidade Colaborativa”, plenamente integrada e sustentável.

 

Na atuação do Projeto Cooperação, cocriamos esse percurso com a organização, realizando uma pesquisa interna e externa sobre esses indicadores. Isso permite ajustes para o aprimoramento contínuo de processos, procedimentos e práticas, levando a organização a alcançar níveis cooperativos, potencializando a “produção com felicidade”.

 

Quer saber mais? Terei muita alegria conhecer suas necessidades para, JUNTOS, cocriarmos ações para o desenvolvimento de processos cooperativos.

 

Cambises Bistricky é focalizador e sócio do Projeto Cooperação. Atua em organizações para desenvolver culturas cooperativas e colaborativas. Formado em Educação Física, seguiu outros caminhos e direções, ao concluir a pós-graduação em Jogos Cooperativos. Seu verdadeiro aprendizado se dá quando está com as filhas Yasminn e Monique e a esposa Claudia Prado, que o lembram a todo momento que a convivência necessita sempre da Cooperação.